Você e o tempo
Confusão permeia meus sentimentos em relação a ela. Ela é maravilhosa em todos os aspectos, seus cabelos sedosos e macios, sua vaidade cuidadosa e suas curvas suntuosas, podem abalar corações e fazer apaixonar qualquer ser humano.
O sentimento recíproco só reforça a vontade de vê-la, beijar seus lábios e acariciar seu corpo, como se uma explosão flamejante de sentimentos me congelasse no lugar, apenas pela conjectura de perde-la, e isso vai acontecer.
Penso diariamente, não sobre o que já houve, mas principalmente sobre o que não terei, os momentos que não serão compartilhados, as conversas que não realizaremos, os filmes bobos que não veremos com bacia de pipoca ao lado, as noites de amor que não teremos.
Esse sentimento é tão forte que pode mover o Everest, mas mesmo assim, não irá resistir ao tempo. Uma culpa fulminante atravessa meu corpo e perfura minha alma, somente ao pensar em perder esse sentimento tão fenomenal e único. O próprio tempo pára em meus olhos na tentativa exaustiva de evitar sua partida, exatamente como o orvalho da manhã que apesar de tão belo, só dura alguns momentos.
Apesar desse futuro intrigante, o sentimento apenas fica mais forte, e o desejo de tê-la vai me possuindo como um vulcão em chamas, mas é forçadamente silenciado pelo temperamento racional construído durante no decorrer dos anos.
Mais uma vez me calo e observo o tempo silenciosamente passar, abdico de meus desejos momentâneos e a aguardo pacientemente, afinal de contas, eu a escolhi e preciso arcar com suas beneficies e seus desafios, continuando assim a espera-la o tempo que for necessário.
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